Nova moda dos créditos de carbono…

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A poluição ambiental é responsável por cerca de 8,8 milhões de mortes por ano, face às emissões de gases oriundos de combustíveis fósseis( continuam a responder por mais de 60% da energia usada no mundo). China, Estados Unidos, Índia, Rússia lideram essa terrível estatística.

O país chinês, por exemplo, já chegou a superar níveis 45 vezes maiores do que o limite diário de poluentes considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde( OMS). O ar poluído, na referida nação, é tanto que prejudica até a captação de energia por painéis solares. Há gotas amargas das chuvas que provocam coceira na pele, os lagos não têm mais peixes.

O crescimento industrial foi acompanhado por uma verdadeira devastação ambiental e um custo social muito alto. Seria sensato continuar dessa forma, comprometendo as riquezas naturais do país? Até quando isso seria possível? Talvez, então, alguma mente brilhante chinesa tenha pensado: por que não construir uma nova história para o próximo século investindo em energia renovável (eólica, solar, biomassa, etc)? É o que o gigante país parece que vai fazer, buscar a energia limpa.

Na verdade, o mundo, depois de tantas adversidades, está passando, de forma lenta, por uma transformação no sentido de um caminho mais verde, mais saudável e mais crédito de carbono (conceito não muito novo, surgido a partir do Protocolo de Kyoto em 1997, que visa à diminuição dos gases de efeito estufa, que provocam diversos problemas ambientais associados às mudanças climáticas.). Há um número maior de países, de todos os continentes, tentando diversificar suas matrizes energéticas para ampliar os modos de fornecimento de fontes não poluentes, objetivando a melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes.

O crédito de carbono é a moeda utilizada no mercado de carbono. Nesse mercado, empresas que possuem um nível de emissão muito alto e poucas opções para a redução podem comprar créditos de carbono para compensar suas emissões. Assim, elas, indiretamente, ajudam a manutenção do projeto de redução e, além de equilibrar o nível de emissões de gases gerados na atmosfera, contribuem para o desenvolvimento sustentável de comunidades pobres.

Fontes: Folha de São Paulo, Correio Brasiliense,

viridis.energy/pt/blog/credito-de-carbono-por-que-sua-empresa-deveria-pensar-sobre-o-assunto

Nelson Santiago Filho, sócio da Virtus Consultoria.

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